Carreata pede reabertura do comércio em Campos nesta sexta

Representantes da CDL e de outras entidades estiveram com o prefeito Rafael Diniz na quinta-feira; eles também sugerem o fim da quarentena

Por Cade Campos 27/03/2020 - 14:11 hs

Um grupo de comerciantes percorreu as principais ruas centrais de Campos nesta sexta-feira (27). Ele fizeram um buzinaço para chamar à atenção da população e das autoridades, a fim de que o comércio da cidade volte a funcionar. Os manifestantes estiveram na porta da Prefeitura para pedir a reabertura. Desde que os decretos estadual e municipal definiram a imposição de quarentena por causa da pandemia do novo coronavírus, apenas  estabelecimentos essenciais podem abrir as portas, como supermercados, padarias, farmácias, postos de combustíveis, imprensa. A reivindicação de lojistas e de outras entidades chegou ao prefeito Rafael Diniz na quinta-feira (26). No início da tarde, ele concedeu entrevista coletiva para responder questionamentos.

A carreata dos comerciantes foi compartilhada em redes sociais. Um dos vídeos está disponibilizado nesta matéria em link abaixo. De acordo com o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campos, Orlando Portugal, esta manifestação realizada durante a manhã não tem a ver com a CDL. Ele explicou que na quinta-feira (26), se reuniu com o prefeito Rafael Diniz e com outros representantes de entidades como Acic, Firjan, Fundenor, Fundação Rural, onde sete pautas foram entregues ao chefe do executivo. Entre as reivindicações está  a reabertura do comércio a partir de segunda-feira (30). O governo ainda não se manifestou. Esta informação será atualizada durante esta edição de sexta-feira.

Presidente da CDL Campos, Orlando Portugal (Foto: Arquivo/Silvana Rust)

Para Orlando Portugal, o pedido de reabertura em plena quarentena é para que o prefeito Rafael Diniz avalie essa possível viabilização. “Cabe ao governo municipal decidir. Mensurar o nosso prejuízo é incalculável. A economia precisa girar, as pessoas precisam se alimentar. Entendo que a vida é mais importante que qualquer coisa, mas entendo também que as autoridades precisam socorrer as empresas. As medidas do governo federal não atendem a todas as empresas. Se não houver um socorro imediato, o país vai afundar”, disse.

Segundo Orlando Portugal, o comércio estava tentando se reerguer após diversas crises políticas e econômicas. “Desde 2014,  o Brasil padece economicamente. Muitos empresários contraíram dívidas com bancos. Agora apareceu a pandemia e o comércio fechou. É muito triste, nunca vimos isso. Me sinto dividido entre entre a vida e a manutenção da vida. Creio que o grupo de risco como os idosos tem que ficar em casa. Precisamos nos precaver com assepsia e pedir a Deus para nos socorrer”, citou.

Antes da entrevista coletiva, Rafael Diniz divulgou uma nota por meio da Superintendência de Comunicação. O comunicado informou:

“O Prefeito Rafael Diniz vem dialogando com os setores e deixando muito clara a sua preocupação com setor econômico, diante de toda a dificuldade enfrentada neste período. Porém, pela preservação da vida do cidadão, é necessário, neste momento, seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde e secretaria de Estado: que é o isolamento social para evitar aglomerações. Sem descartar a importância e relevância da economia. Por mais que as medidas possam trazer questões a serem resolvidas neste processo, a Prefeitura entende que há um bem maior que é preciso preservar: que é a vida do cidadão campista. ”

Esta matéria está em atualização.

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