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Brasileiro Joe Penna leva Mads Mikkelsen ao limite em “Arctic”

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O cineasta brasileiro Joe Penna fez sua estreia na direção com “Arctic”, um relato de sobrevivência em um ambiente polar que colocou o dinamarquês Mads Mikkelsen no limite das suas forças, tanto na tela como na vida real.

“Fiquei bizarramente magro”, brincou neste sábado o ator em uma conversa com meios de comunicações internacionais, entre eles a Agência Efe, ao apresentar o filme que foi projetado fora de competição nas sessões de meia-noite do Festival de Cannes.

Nesse deserto hostil do Ártico, onde as temperaturas podem descer a 70 graus abaixo de zero, Penna retrata um homem que, após um acidente aéreo, luta pela sua sobrevivência.

Personagem e ator enfrentaram frio, umidade e vento e também a solidão, pois neles recai todo o peso do filme, acrescentou Mikkelsen, vencedor do prêmio de interpretação masculina em Cannes em 2012 por “A Caça”, de Thomas Vinterberg.

Penna, morador de Los Angeles e nascido em São Paulo em 1987, lança esse filme em paralelo a uma bem-sucedida trajetória no YouTube, onde é conhecido como MysteryGuitarMan e acumula mais de 2,7 milhões de seguidores.

No Youtube, segundo o próprio contou, começou há 12 anos e, após os vídeos postados nessa rede, alguns curtas-metragens e anúncios, lhe pareceu natural dar o passo rumo a este novo formato.

Embora inicialmente tenha pensado em ambientá-lo em Marte, mudou o cenário ao saber que Matt Damon estava preparando um filme encravado nesse mesmo planeta, “Perdido em Marte”, que estreou em 2015.

A segunda opção foi o Ártico que, segundo o brasileiro, é a região mais dura da Terra para sobreviver.

“Sabia que seria difícil, mas também que era o correto”, lembrou, sobre uma filmagem que deveria durar 25 dias, mas que foi reduzida a 19, depois que Mikkelsen ficou doente.

“Agora estou convencido de que posso fazer qualquer coisa”, acrescentou o ator, que começou a sua carreira como ginasta e bailarino.

De acordo com o ator, no filme o diálogo escasseia, mas não as emoções.

“Primeiro sou uma vítima, depois um herói, depois um vilão. O roteiro estava muito bem escrito porque todos temos tudo isso dentro”, destacou.

Emocionado por estar em Cannes, Penna é crítico, mas também benevolente consigo mesmo.

“Se você faz algo e acha que está muito bem é o final da sua carreira. Agora mesmo não há nada que me faça querer bater na cabeça, mas em dez anos tenho certeza de que pensarei por que fiz assim”, finalizou.

Agência EFE

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